A Doença de Parkinson pode afetar pacientes mais jovens?

///A Doença de Parkinson pode afetar pacientes mais jovens?

A Doença de Parkinson acontece por degeneração progressiva de áreas específicas do sistema nervoso, cuja causa exata ainda é desconhecida. Ela surge quando as células nervosas da base do cérebro que produzem dopamina, um neurotransmissor, são destruídas lenta e progressivamente. Com a perda desse grupo de células, a coordenação motora fica prejudicada. Ela afeta principalmente pessoas com mais de 60 anos. Mas, apesar de não ser muito comum, a doença de Parkinson também pode acometer jovens.

A Dra. Denise Cury, neurologista do Instituto de Neurociências do Piauí, responde a algumas perguntas sobre a Doença de Parkinson em pessoas mais jovens.

 

  1. A Doença de Parkinson pode afetar pessoas mais jovens?

Dra. Denise Cury: Sim. A Doença de Parkinson afeta principalmente pacientes acima de 60 anos de idade, mas existem pacientes que iniciam a doença muito precoce, até mesmo por volta da segunda década de vida. Então os pacientes que apresentam a Doença de Parkinson antes dos 45 anos de idade, nós consideramos um início muito precoce.

 

  1. Quais os sinais da Doença de Parkinson em pessoas abaixo dos 40 anos?

Dra. Denise Cury: Os sinais são muito parecidos com o dos pacientes acima dos 60 anos, então os critérios de diagnóstico não variam com a idade. Os sintomas são motores, como a lentidão, ele também pode apresentar ou não rigidez e tremor de repouso. O quadro é bem semelhante com o de pacientes idosos, a diferença é o período em que ele se inicia.

  1. Como é tratamento da Doença de Parkinson em pessoas mais jovens?

Dra. Denise Cury: Em relação ao tratamento da Doença de Parkinson em pessoas mais jovens, a primeira coisa é lembrar que a partir do momento em que se faz o diagnóstico, nós precisamos entender que o objetivo do tratamento que é melhorar a qualidade de vida do paciente. Então nós vamos inicialmente utilizar os remédios, que são os mesmos medicamentos que utilizamos para o tratamento de início no paciente idoso. O que modifica é que a gente tenta manter algumas doses mais baixas, porque nós sabemos que existem o aumento de algumas complicações com o aumento das doses de alguns remédios, então tentamos associar com outras medicações coadjuvantes. Além disso, os pacientes mais jovens são observados para saber se eles podem desenvolver complicações motoras mais precocemente e tentar identificar o momento para uma possível realização de cirurgia.

 

Fonte: Ascom Instituto de Neurociências

By |2020-06-24T13:49:53-03:0024/06/2020|Blog, Notícias|0 Comentários